Programas tipicamente cariocas

Todo ano, uma infinidade de turistas do mundo inteiro se locomove para apreciar pela primeira, segunda ou terceira vez os cartões-postais do Rio de Janeiro, Cidade Maravilhosa, repleta de contrastes, retrato do nosso Brasil.
4 nov

Programas tipicamente cariocas

 Todo ano, uma infinidade de turistas do mundo inteiro se locomove para apreciar pela primeira, segunda ou terceira vez os cartões-postais do Rio de Janeiro, Cidade Maravilhosa, repleta de contrastes, retrato do nosso Brasil. E dessa vez, propomos que você a vivencie de uma maneira, digamos, mais carioca. Ao invés de subir ao Cristo Redentor, observá-lo de longe, sentado numa mureta sob a Baía de Guanabara. Trocar um domingo na areia por um banho de cachoeira, ou conhecer a Joatinga, praia que, (pasmem!), nem o Google mapeou ainda. Ouvir um samba de raiz em pé na calçada, com um copo de cerveja na mão. Desvendar uma cidade que os guias turísticos não revelam, e sentir-se realmente parte dela. Uma experiência que, com certeza, será lembrada para sempre. Boa viagem!

1 – RELAX EM VARGEM GRANDE

Apesar de estar dentro do centro urbano do Rio de Janeiro, o bairro de Vargem Grande fica no limite com Jacarepaguá e ainda conserva um clima de cidade pequena. Boa parte de sua área é ocupada pelo Parque Estadual da Pedra Branca, área de preservação ambiental repleta de cachoeiras, coberta pelo verde da mata atlântica, morada de inúmeros tipos de aves, mamíferos, répteis e anfíbios. Com a chegada dos cariocas, que passaram a comprar terra por lá, surgiram novas pousadas, restaurantes e o posto de polo gastronômico da região. Uma das responsáveis por esse título, a Quinta serve pratos típicos da cozinha brasileira na varanda de um casarão com clima de fazenda. 

2 – IR À PRAIA DA JOATINGA

Mais um programa para quem quer escapar da muvuca: cercada por um muro de pedra, escondida entre as praias de São Conrado e Barra da Tijuca, a Joatinga é pouco conhecida mesmo entre os cariocas. Não há transporte público que leve até lá, o que torna o acesso mais difícil, as águas mais cristalinas e o público mais selecionado. Para chegar, siga pela estrada do Joá até a entrada de um condomínio residencial (rua Pascoal Segreto, mesma porta de acesso do clube Costa Brava). Do estacionamento já é possível ver a pequena praia, que pode ser percorrida de ponta a ponta em poucos minutos. Ainda é preciso descer alguns metros para alcançar as areias, mas a trilha é de dificuldade baixa e tem um visual incrível. Leve algo para comer e beber se for a Joatinga num dia de semana, quando não há comércio. Nos finais de semana, há uma barraca que vende petiscos e bebidas aos banhistas.

Caminhando pela rua Almirante Gonçalves, em Copacabana, avisto o aglomerado de gente na entrada de um boteco estreito. Com paredes repletas de quadros e poucas mesas, onde estão acomodados os músicos, o Bip Bip é um bar histórico no Rio de Janeiro, onde um público ouve samba e choro de primeira, com a tradicional bronca do proprietário, Alfredo, pelo barulho: “Shhhhhh! Shhhhh! A gente está aqui para ouvir música. Quem quiser conversar pode ir pro bar do outro lado da rua, lá é ótimo”. Sem amplificador ligado aos instrumentos, as palmas foram substituídas por estalos e é proibido conversar. E que tal encontrar a Beth Carvalho no Bip Bip soltando a voz sem microfone? Vira e mexe ela dá as caras por lá! Começa às 19h e termina à 1h. (21) 2267-9696.

É num casarão centenário próximo à Praça XV (foto) que o grupo Afro Jazz, idealizado pelo trompetista Eduardo Santana, sacode as noites cariocas de quarta-feira. O nome da casa, Gafieira Moderna, já diz muito sobre a personalidade da festa: um lugar aberto a todos os gostos e ritmos, não mais como as antigas gafieiras do Rio, destinadas apenas a dança de salão. Pois é nesse contexto que o quinteto resgata clássicos de Miles Davis e Nat King Cole em meio a improvisos e traz de volta para a pista o jazz africano, ritmo pouco explorado na noite carioca. Com janelões que deixam à mostra os arredores da região central, o sobrado abre as portas às 19h30. Nos intervalos dos shows, Afrobeat, Acid Jazz, Samba e Black Music. (21) 2508-6568

Os últimos raios de sol refletem sua luz nas águas calmas da Baía de Guanabara, e, ao fundo, o Cristo de braços abertos despede-se de mais um dia. Homens e mulheres de diferentes idades apoiam-se na mureta de pedra em frente ao Bar Urca para curtir o visual, e disputam espaço com garrafas de cerveja e bandejas recheadas de petiscos. Desde 1939, ele participa da paisagem do Rio de Janeiro. Embaixo, a gente se debruça no balcão e se espreme para apanhar cerveja, drinques e petiscos. Graças à falta de espaço, a mureta que contorna a Baía de Guanabara se transformou no verdadeiro ambiente do bar. Quem procura pratos mais incrementados os encontra no andar de cima, onde funciona um restaurante especializado em frutos do mar. www.barurca.com.br

Conheça lugares como o Instituto Moreira Salles  (foto) e o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). O primeiro, antiga residência do embaixador Walther Moreira Salles, é sede de exposições de arte, mostras de cinema, cursos e palestras. A parte externa da casa, que ainda conserva uma piscina, tem jardins decorados por Burle Marx. Em um dos salões funciona um restaurante que serve um ótimo chá da tarde. Já a construção neoclássica erguida em 1880 que abriga o CCBB, no centro da cidade, é um programa por si só. Sedia diversas exposições, oferece espaços onde ocorrem atividades culturais relacionadas a música, teatro e cinema, além de promover visitas guiadas pelos ambientes. www.ims.com.br e www.bb.com.br

Santa Teresa é, sem dúvida, um dos bairros mais intrigantes do Rio. Alguns pontos da região proporcionam uma vista incrível da cidade maravilhosa. Junte isso a uma gastronomia de primeira para ter uma daquelas refeições inesquecíveis. Da varanda do restaurante Aprazível, ao entardecer, avista-se ao fundo um céu manchado pelos últimos raios de sol, que refletem na Baía de Guanabara. A construção de madeira economiza nas paredes, e deixa à mostra o verde das árvores, com tetos de palha e acessórios indígenas na decoração. No cardápio, pratos da cozinha brasileira com toque inovador, como o Peixe Tropical (grelhado ao molho de laranja, acompanha arroz de coco com castanha de caju e banana da terra assada). www.aprazivel.com.br

A temperatura beira os 40 graus, você quase derretendo. Ipanema, Leblon e Copacabana cuspindo gente para fora. Uma sugestão: em vez de encarar as praias manjadas, parta para uma cachoeira.  Existem várias delas dentro do Parque Nacional da Tijuca, que abriga uma área de Mata Atlântica que corresponde a quase 7% da Cidade Maravilhosa. Para se refrescar e ainda conhecer um dos visuais mais intrigantes do Rio, escolha uma das cachoeiras próximas à Vista Chinesa (foto), um mirante no meio da estrada a 380 metros acima do nível do mar. De lá, é possível ver o Cristo Redentor, a Lagoa Rodrigo de Freitas, o Pão de Açúcar e as praias da zona sul. Depois de passar pelo mirante, desça alguns metros (sentido Jardim Botânico) e entre à esquerda na trilha que dá acesso a uma das cachoeiras do parque. Não se esqueça de levar frutas, sanduíches e algo para beber. www.parquedatijuca.com.br

9 – CONHECER A COMUNA

Fundada em 2011, a Comuna é um espaço onde eventos que misturam música, performances, projeções e exposições artísticas convivem harmoniosamente. O casarão em Botafogo onde está instalada foi procurado inicialmente pela necessidade de um lugar maior para realizar as festas Palaflou, que ocorriam semanalmente desde 2010. Mas hoje o local também abriga artistas estreantes na Casamata, uma galeria de arte independente, e na Sala de Estar, loja de moda abastecida com peças de jovens estilistas. Tem ainda um restaurante onde acontecem festas que “mesclam arte, música boa e culinária”. A casa, ponto de encontro de gente descolada e jovens que buscam espaço para discutir e produzir arte, passou por uma reforma estrutural este ano. http://comuna.cc

10 – PROJETO RIO CHARME

A festa rola debaixo do viaduto Negrão de Lima, e os carros continuam passando lá em cima. Mulheres exibem cabelos coloridos e trançados, os homens vestidos com calças largas, tênis estilosos, boné na cabeça. Todos juntos coreografando ao som da música black que explode nas caixas de som. A cena se repete há mais de 20 anos em Madureira, bairro do subúrbio carioca, onde sábado é dia de baile Charme. Mas afinal, qual o ritmo do Charme? No começo, uma seleção de músicas herdadas do R&B na época da Disco Music. Hoje, essas canções se misturam ao Hip Hop, New Jack e o Soul. O programa é tão clássico, que foi considerado instrumento essencial à cultura pelo governo do Rio de Janeiro. Sofreu algumas reformas estruturais visando à segurança de seus participantes e foi rebatizado como Projeto Rio Charme.

 

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