Como escolher um bom Hostel no rio de Janeiro e não cair em ciladas

Ficar em albergue costuma ser minha opção não só pela economia, mas também por inúmeras vantagens.
29 out

Como escolher um bom Hostel no rio de Janeiro

 

1. Ranking. No caso de sites como HostelWorld, é possível escolher a opção de visualizar os hostels disponíveis nos dias desejados na ordem da sua pontuação, atribuída pelos usuários do site. Essa é uma boa forma de começar: separe os primeiros colocados pra ir analisando os outros critérios de cada um deles.

2. Preço. No entanto, tem uma pegadinha nesse primeiro item: os lugares mais bem avaliados provavelmente serão os mais caros, é claro. Se o preço estiver muito acima do que você pode pagar, obviamente eles saem da lista. Ainda assim, tente pegar opções com pelo menos 80% de rating. Em geral, vale a pena abrir um pouco a mão pra ficar num lugar que é muito bem recomendado.

3. Localização. Pra mim, esse é um dos pontos fundamentais no quesito hospedagem. Tenha uma ideia do mapa da cidade, veja onde ficam os principais lugares que você quer conhecer e observe quão fácil é chegar neles a partir do albergue. O site do HostelWorld tem uma aba de “map and directions” que é bem útil. Esse fator, no entanto, vai variar em relação aos seus objetivos: você prefere passear durante o dia ou sair à noite? Se escolher a segunda opção, o ideal seria ficar pertinho da região mais badalada madrugada adentro, por exemplo. Estar junto de uma atração turística nem sempre é uma vantagem, mas a facilidade de circulação pela cidade sim. Considere também o acesso de/para o aeroporto/estação de trem/estação de ônibus pelos quais você vai chegar e sair. Mesmo que o hostel não seja super central, se houver uma estação de metrô por perto já tá ótimo, principalmente no caso de cidades grandes e caras como Londres. E nesse quesito entram também os arredores, que você tem que avaliar a partir dos comentários de quem já visitou (ou de algum amigo que conheça a cidade): a área é segura? É tranquilo voltar pra lá à noite? Tem supermercados e outras facilidades por perto?
4. Tipos de quarto. Em albergues, o tipo de quarto pode variar muito (desde “privativo com banheiro” a “compartilhado com 9836 pessoas e com um só banheiro no corredor pra 76 quartos” hehe), então coloque na balança seu orçamento e seu nível de exigência pra decidir isso também. Outro fator a se observar é a disponibilidade de quartos femininos/masculinos/mistos. Ao viajar sozinha, costumo dar preferência a quartos femininos, mas quando o número de ocupantes é muito alto, não me preocupo tanto com isso (porque a probabilidade de serem todos homens é menor e porque nesses casos os quartos costumam ser maiores, então me sinto mais confortável).

5. Serviços. Lá no site do Hostelworld, na aba “facilities” (ou “serviços”, na versão em português), você encontra uma lista com tudo que o albergue oferece. A importância de um ou outro item vai de cada um, mas costumo levar em consideração principalmente os seguintes:

– Lockers, para guardar suas coisas (pelo menos os itens mais valiosos, tipo dinheiro, documentos e equipamentos eletrônicos) com segurança, principalmente em quartos compartilhados com desconhecidos.

– Cozinha compartilhada, que permite economizar um bocado nas refeições (vale fazer sanduíche pra comer na rua na hora do almoço e cozinhar o jantar quando voltar, por exemplo);

– Se o café da manhã é gratuito ou não – ainda que a existência da cozinha compartilhada e de um supermercado por perto torne esse item menos relevante (mas eu confesso que sou muito fã dessa refeição e adoro acordar e me empanturrar sem ter que preparar nada – e sair de barriga bem cheia ajuda a economizar durante o dia hehe);

– Depósito de bagagem. Se você for sair da cidade depois do horário de check-out, é bom ter um lugar pra deixar as malas enquanto você passeia e voltar pra pegar depois. Nunca fiquei num albergue que não oferecesse isso, mas é bom checar.

– Wi-fi grátis ou não. Acho um abuso pagar por wi-fi hoje em dia. Ainda que isso não seja um serviço super essencial, é útil poder checar no seu smartphone os horários de uma atração, por exemplo, quando seu 3G não funciona no lugar visitado. Além disso, já tive que trabalhar durante viagens (usando a internet), e se for seu caso não se esqueça de conferir esse item.

– Ar condicionado ou aquecedor. Dependendo do destino e da época do ano, esses itens podem ser fundamentais.

– Recepção 24 horas. Alguns lugares menores não têm gente na recepção o tempo todo, então se você for chegar tarde da noite ou muito cedo pela manhã, é importantíssimo verificar se será possível fazer o check-in ou pelo menos entrar e deixar suas coisas. Em certos albergues, você precisa informar seu horário de chegada pra que alguém fique lhe esperando; em outros, você tem que ligar pra um número de telefone ao chegar, o que pode ser complicado em outro país.

– Lençóis incluídos. Acho que hoje em dia quase não existem albergues que exigem que você leve seu lençol ou pague pelo aluguel, mas é bom conferir pra evitar surpresas se calhar de você ir num dos poucos que cobram taxa extra pela roupa de cama.

– Elevador. Se você tiver muitas malas e algum problema de coluna ou de mobilidade e o albergue tiver vários andares, é bom saber se você vai ter que subir mil escadas carregando suas tralhas.

– Área comum. Pra quem quer socializar, é importante a existência de uma área comum, normalmente em forma de “lounge” junto à recepção. Alguns albergues têm sala de TV, sala de jogos, bar etc, mas pra mim isso tudo é “plus”.

– Toalhas pra alugar. Se você não tiver uma toalhamaravilhosaquesecarápido (assunto de um próximo post), pode ser chato levar uma toalha gorda (e por vezes molhada) na mala, especialmente se você estiver viajando com companhias low-cost. Se você optar por não levar uma toalha (ainda que o Guia do Mochileiro das Galáxias considere este item indispensável), não se esqueça de verificar se os albergues onde vai ficar podem alugar uma – e veja quanto custa o aluguel (deve ser algo em torno de 2 euros, na Europa).

– Estacionamento. Pra quem tá viajando de carro, é bom saber se existe estacionamento no local ou lugares fáceis e seguros pra parar o carro nas proximidades.

– Outras coisas como luz de leitura individual, máquina de café, máquina de lanches, terraço ao ar livre, piscina, aluguel de secador de cabelo, aluguel de bicicletas, troca de livros etc. não são itens essenciais, né? Eu só levo em consideração a existência dessas outras coisas quando tou em dúvida entre dois lugares que preenchem todos os requisitos anteriores 🙂

6. Os comentários. O site do HostelWorld e muitos outros – como o ótimo TripAdvisor – têm um espaço pra reviews de quem já ficou no lugar. Apesar de muito útil, essa é a parte mais capciosa, já que não é simples confiar na opinião alheia. Tem gente de todo tipo, gosto, interesse e nível de frescura exigência nesses sites, então o que foi péssimo pra outro pode ser ok pra você e vice-versa. Eu costumo dar especial atenção aos comentários de quem deu uma má pontuação ao local, pra ver as reclamações. Ainda assim, muitas vezes os objetos de reclamação me parecem besteira e por isso reservo assim mesmo. Outro recurso interessante do HostelWorld é que ele mostra quantos comentários a pessoa já deixou antes, e teoricamente as opiniões de quem já ficou em muitos albergues são mais confiáveis do que as dos “novice nomads”, como eles qualificam os “principiantes”. De todo jeito, costumo confiar na maioria: se 15 pessoas tão dizendo que naquele lugar tem “bed bugs” ou que os banheiros são nojentos, fecho a aba do navegador na mesma hora 😛 E outros fatores são mais subjetivos e variam de acordo com sua preferência: você quer tranquilidade ou agito? Provavelmente, alguém vai estar comentando se o lugar é bom pra conhecer pessoas ou se é muito barulhento, por exemplo.

Resumindo: a escolha pode dar um pouco de trabalho, mas vale a pena dedicar um tempinho pra garantir que a hospedagem é no mínimo decente 😉 E você, o que considera mais importante na hora de escolher um albergue? Conta aí nos comentários!

Via: Janelas Abertas

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